Sexta-feira, 18.07.08

 

Um em cada quatro jovens vítima de violência no namoro

Rapazes chegam a dar sovas, murros e pontapés. Mas raparigas também agridem. Muitos consideram que relações forçadas entre namorados não são violação

 
Violência doméstica
 

 
 

25 por cento dos jovens dos 15 aos 25 anos já foram vítimas de violência do namorado ou namorada, revela uma série de estudos de uma equipa de psicólogas da Universidade do Minho, citados pelo Diário de Notícias. Os estudos mostram que a violência nas relações amorosas nos jovens atinge níveis preocupantes e idênticos aos verificados entre os adultos.

 

Segundo a pesquisa, as novas gerações começam a agredir-se cada vez mais cedo e chegam a tolerar a violência sexual, por considerarem que «relações sexuais forçadas não são o mesmo que violação, nem sequer são crime», a coordenadora do projecto, Carla Machado.

No âmbito do estudo sobre «violência física e psicológica em namoro heterossexual», que faz parte de uma investigação sobre «violência nas relações de intimidade», foram inquiridos 4730 jovens dos ensinos secundário, profissional e universitário, e que abandonaram a escolaridade. 25 por cento disseram que foram vítimas, pelo menos uma vez, de um comportamento abusivo da parte do companheiro ou companheira.

Rapazes são mais violentos

Dessas vítimas, 20 por cento sofreram violência emocional (insultos, ameaças, jogo psicológico e coerção) e 14 por cento agressão física. 30 por cento admitiram ter agredido o parceiro, sendo 23 por cento agressão física, 18 por cento emocional e 3 por cento física severa.

Nesta amostra, 58 por cento são raparigas e 42 por cento são rapazes. Os rapazes são os que agridem com maior gravidade (sovas, murros e pontapés). Já na pequena violência, não há diferença de género e vale tudo, desde insultos, bofetadas, empurrões, puxões de cabelos e até ameaças.

Vítimas desculpabilizam aos agressores

As investigadoras afirmam que normalmente «vítimas e agressores não percebem que a violência não é aceitável» e por isso «toleram» e chegam a «desculpabiliza» as situações.

«Só fez aquilo porque estava descontrolado, perdeu a cabeça» ou «o descontrolo é porque tem medo de a perder. Não é violência», são exemplos de frases que as psicólogas ouviram durante a pesquisa.

As responsáveis adiantam que muitos jovens consideram que a «violência sexual no namoro não existe» e alguns «não vêem mal nos apalpões, toques contra a vontade da vítima e a pressão para ter relações sexuais, que estão longe de serem violação, algo que já consideram errado» e «o ciúme é tido como prova de amor».

 

In   

 

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Porque sou mãe de uma quase adolescente isto preocupa-me.

Os tempos mudam, as inovações tecnológicas avançam a um ritmo desenfreado. E as mentalidades?????

 

 

 

 

 

 



publicado por Estupefacta às 11:10 | link do post | comentar | ver comentários (7)

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