Quarta-feira, 30.01.08

 

 

 

 

(Retirada da Net )

 

 

 

Há coisas que sempre me fizeram um pouco de impressão e uma delas é o «Eu» (pronome pessoal, não uma coisa»).

Na escola lido com todo o tipo de gente, profissionais, pseudo-profissionais , amigos, pseudo-amigos, simpáticos, hipócritas... como em todo o lado e à semelhança do que se passa aqui na blogosfera .

Lido, mas não me dou, falo, mas não conto. Com o passar do tempo, acabamos por os conhecer, até porque vão deixando o «rabo de fora». Ninguém consegue disfarçar uma vida inteira, ninguém consegue enganar um x número de pessoas e ainda considerar que está certa.

Bom, divagações para outro dia... Na minha escola há uma senhora professora, muito antiga na casa, habituada a fazer tudo e a dizer tudo o que lhe vem à cabeça, a fazer jogo duplo, a querer dividir para reinar. Daquelas que espeta o veneno, mas depois esconde a seringa. Apoia-se sempre numa ou noutra colega «contratada», acabadinha de entrar, inexperiente, sem conhecer os cantos e os meandros à casa. «Apoia-se»  não é o termo, usa e abusa da ingenuidade delas, para que lhe façam o trabalhinho todo e se alguma coisa corre bem, fica com os louros, se correr mal, tira a água do capote. Ainda por cima, o seu discurso é todo: «eu fiz», «eu disse», «eu tenho». Até enjoa

Confesso que ainda não percebi por que razão entram no jogo da Senhora Professora. Ponho-me a pensar: será por medo? Será porque querem cair em graça (mais em desgraça)? São assim tão ingénuas?

Há outra coisa que também ainda não percebi: por que razão aquela senhora faz tanto mal às pessoas? Afinal, não ganha mais por isso, ninguém lhe tira o lugar, tem mais de 20 de serviço.

É daquelas que não gosta de ver ninguém feliz e que se rói toda quando alguém, que não ela, recebe um elogio de um superior.

Começa logo a «rezar para as almas» e a fazer caretas e comentários em surdina para a pessoa que está ao lado.

É daquelas que são tão tristes tão tristes que o facto de voltarem para casa é um tormento, porque não têm um lar na verdadeira acepção da palavra.

Será que quando se deita na cama consegue descansar???? Não me parece....

Numa das últimas reuniões semanais, a senhora professora estava a fazer caretas a qualquer afirmação que fiz. Não esperei pelo fim, perguntei-lhe se queria dizer alguma coisa, se não concordava ou se as expressões faciais eram meros tiques.

Não queria acreditar no que via e ouvia. Sem acabar as frases, balbuciou coisas imperceptíveis, tentando mais uma vez sacudir as coisas para a colega acabada de entrar no ensino.

Este ano está a dar-se mal, claro. Encontrou pela frente gente que já a topou, que não entra nos seus joguinhos e que está unida. Gente bem formada, com valores e com ética. Parece-me que o seu reinado está a chegar ao fim.

O meu Deus diz na sua Palavra: «Que nada há em oculto que não se venha a revelar» e também diz que «confundidos e envergonhados serão todos os que buscam o meu mal». Eu creio nisto. São duas promessas, tal como a promessa da paz, da sabedoria, da vida eterna.

Regozijo-me por caírem ? Não, não me regozijo, mas regozijo-me por deixarem de praticar o mal e de prejudicarem terceiros. Nisto tenho alegria.

Ser cristão não é ser tosco, parvinho, burrinho, com falta de inteligência... Não é deixar-se espezinhar.

 

 

 

 

 

 



publicado por Estupefacta às 13:43 | link do post | comentar | ver comentários (40)

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