Sexta-feira, 23 de Maio de 2008

 

 

 

 

Sou mãe da Maria. Que grande novidade!!!!!!

 

A Maria cresceu e muito neste último ano. É engraçado, todas as minhas amigas e amigos dizem que esta é uma fase complicada, que a adolescência é a idade da «aburrescência», da prateleira...., mas eu estou a adorar vivê-la com ela.

Tenho consciência de que não me conta, nem me contará nunca tudo, mas existe uma grande cumplicidade entre nós. Essa é a verdade.

Não sou uma mãe muito liberal, mas também não sou nenhuma «melguinha» que ando sempre em cima da miúda a recriminá-la, a fazer-lhe críticas e a lembrar-lhe que sou sua mãe, que sei mais do que ela, que já vivi mais, que já cá ando há mais tempo e que eu é que sei.

Também não pretendo ser a sua melhor amiga, como não ela não é a minha. Há coisas que não lhe conto (óbvio) e coisas que sei que ela vai guardar só para ela ou que partilhará apenas com as amigas. O que hei-de fazer? Nada. Eu também fui assim e não me esqueço disso, ou pelo menos ainda não me esqueci.

Tenho confiança na Maria? Tenho pois. E a fase de andar a «cuscar» o telemóvel dela também já me passou. Agora sei que já se consegue defender melhor, que sabe seleccionar as companhias (e tem dado provas disso), que se consegue organizar com os seus afazeres, deveres e responsabilidades.

É prematuro dizer isto? Pois, talvez.... Mas, como considero que tudo tem um princípio e o principio dela tem sido positivo, acredito que não sairá muito dos carris.

A verdade é que continuo a deliciar-me com as suas conversas, com as suas «confissões», com as suas piadas, com a sua «sapiência».

A adolescência é uma fase difícil? Não digo que não... mas o diálogo é fundamental, a partilha tem de ser constante e a atenção (entenda-se, não perseguição) tem de ser redobrada.

Atenção quanto às transformações físicas, psicológicas, de personalidade, de afirmação, inquietações, receios, dúvidas, frustrações. É esta a atenção que lhe dou, com muita conversa, com muito respeito pelo seu silêncio (se assim o entender como foi o caso de ontem), com muito carinho e amor.

As palavras, como já referi, têm um peso extraordinário na formação do individuo e palavras de desapreço eu não profiro para a minha filha, nem em relação a ela. Palavras de desagrado face a uma ou outra atitude sim, mas nunca de desmoralização, de desrespeito pela sua dignidade, pelo seu ser.

Consigo ser assim tão equilibrada? Pois.... não sou mãe perfeita, mas sou mãe.

Brevemente retomarei este assunto, mas no Clube Mammy.

 

 

 

 

 



publicado por Estupefacta às 10:19 | link do post | comentar

12 comentários:
De samueldabo a 23 de Maio de 2008 às 15:59
Estupefacta. Minha doce amiga.
Um novo visual no blog?
Senhoril, criativo, artístico e sempre sonhador. Mas discreto. Gosto.
...não sou mãe perfeita mas sou mãe!... E é como se nada mais faltasse ou restasse por dizer. A tarefa é árdua e contém sinuosidades que não controlamos, ardis, malquereres.
Dialogar, entender, estar disponível. Fazer sentir que se está disponível e não poder fechar a porta. Por que é parte de nós e temos a oportunidade de nos vermos nela, a criança que gerámos e que é um tanto de nós sem o ser, porque já gene a querer-se independente.
É exultante ouvir, sentindo, a tua voz doce de mãe.
Um beijo grande de amigo


De Estupefacta a 28 de Maio de 2008 às 15:24
Querido Samuel
Sempre que leio as tuas palavras permite-me tratar-te assim» fico cada vez mais enternecida.
Acredito muito que a partilha, o diálogo, a confiança e o respeito são a base de um bom caminho. Caminho que não será só de rosas, mas que terá alicerces para superar os espinhos.
Sou mãe, é verdade e isso basta-me.
Um beijinho amigo e muito grande


De nofimdoarcoiris a 23 de Maio de 2008 às 16:26
Minha amiga, como bem sabes também eu tenho uma filha adolescente, um pouco mais velha que a tua. E apesar de também eu já ter tido uma pequena desilusão com a minha filha (uma mentirinha que eu apanhei) também penso como tu. Não podemos, e não devemos esperar que os nossos filhos nos vejam como as melhores amigas. Somos amigas, claro, mas acima de tudo somos mães e é assim que nos devem ver. O nosso papel é de educadoras e não de polícias e apesar de às vezes termos a tentação de andar a fiscalizar o que fazem e com quem andem devemos dar-lhes algum espaço e liberdade de escolha. Mas devemos acima de tudo de estar atentas a qualquer deslize que acabe por acontecer.
É antes da adolescência que devemos dar as "directrizes" para, quando chegam a essa fase mais "complicada", estarmos mais descansadas com o seu comportamento e com as suas escolhas.
O facto da minha filha falar imenso dá-me alguma segurança, torna-se mais fácil entender o que vai dentro da sua cabeça. Mas sinto-me agora mais preparada, até para as pequenas "mentirinhas", como já aconteceu.
Beijinhos


De Estupefacta a 28 de Maio de 2008 às 15:39
Pois é Carmo, subscrevo tudo o que disseste.
Não quero ser a melhor amiga da Maria, nem que ela seja a minha. Os papeis de mãe e de filha têm de estar muito bem definidos. Tenho consciência de que não me continuará a contar tudo e que também me pregará uma outra mentirinha.... mas confio que os alicerces estão lançados.
Devemos mostrar-lhes o «bem e o mal», as consequências das suas opções. É isto que faço, mas policiar nem pensar... embora já tenha caído nessa tentação.
Um grande beijinho e que tudo corra à tua filha como eu desejo para a minha.


De Jorge Soares a 23 de Maio de 2008 às 23:36
Olá amiga.

Tu és uma excelente mãe.. e um enorme exemplo.

Beijinho
Jorge


De Estupefacta a 28 de Maio de 2008 às 15:40
Quem me dera ter essa certeza.

Tu é que para mim és um enorme exemplo. Brevemente explicar-te-ei porquê.
Um enorme beijinho de quem muito te admira


De dreedlino a 24 de Maio de 2008 às 09:09
Amiga ,temo ao dizer certas coisas cair no ridículo ou ser mal interpretado mas digo...O teu receio as duvidas isso é tão natural pois ver um filho crescer não é tarefa f à cil...sou pai de duas mulheres 28 e 21 hoje independentes nas suas vidas mas desde o principio que a minha ex mulher me ensinou que ser pai não era somente trazer o sustento para a casa e ainda me lembro aquela banheira cheia de fraldas tipo puré e ter de as lavar ,ainda me lembro como se mudava uma fralda ,como adormecia com elas sobre o meu peito a chuchar o dedo e agarradas à minha orelha...o dar de comer os primeiros passos a escola acredita só não lhes dei o peito porque Deus não me preparou para isso...hoje acredita que tanto eu como a mãe temos uma relação muito profunda ao ponto de quando estamos juntos parecer-mos mais um bando de doidos que páis e filhos... que seca tou a dar...Amiga só te posso dizer isto... podes rir...nunca procuramos em livros nem naquelas pessoas que diziam saber isto e aquilo ,sempre foi o nosso instinto o nosso Amor o nosso querer que nos ajudou a criar aqueles diabretes...e que Deus te dê força para conseguires tu também pois pelo que li só tens de escutar o teu Coração e guiar-te pelo teu instinto. Beijinhos do Rui


De Estupefacta a 28 de Maio de 2008 às 15:42
Nunca me dás seca. Passou ainda tão poucos ias e já sinto tantas saudades tuas.


De dreedlino a 24 de Maio de 2008 às 22:24
Antes de ir gostaria de te arrancar um sorriso e como este e o meu sonho...

http://www.imeem.com/people/NH9JJ9n/music/H53LNKVz/intrprete_desconhecido_faixa_1/


não precisas publicar
beijinhos do Rui


De Just Moments a 24 de Maio de 2008 às 22:26
Beijinhos para ti e para a Maria!!

Espero que esteja tudo bem contigo!

Beijinhos


De Estupefacta a 28 de Maio de 2008 às 15:43
Obrigada. Um grande beijinho nosso para ti também


De Euu a 4 de Junho de 2012 às 23:09
Muiito Booa Suua Crôonica . ^^


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