Quinta-feira, 20 de Março de 2008

 

 

por uma filha....

 

Passei  horas infinitas dentro do Centro Comercial Colombo às voltas e mais voltas, a entrar e a sair das lojas e a comprar uma coisita ou outra e para quê?

 

Para assistir, na WORTEN ,  ao lançamento do novo Karaoke das Chiquititas .

 

Acho que estava prestes a ter um treco se, entretanto , aquela gente não chegasse.

 

Bom, não conhecia nenhuma das personagens, mas adorei conhecer o «Chico» ou Nélson Reis, um miúdo super simpático e de uma humildade extrema.

A minha Maria adora-o e pediu-lhe que tirassem uma foto juntos e ele prontificou-se logo. Essa foto não mostro, por razões óbvias..... Mas aqui ficam algumas provas do «crime».

 

 

 

Aqui está a minha Maria.

 

 

 

Aqui está a Lili.

 

 

 

Aqui está a Maria com o Nélson Reis. O miúdo é bem giro!

 

 

 

 As outras vou deixar para a Maria mostrar amanhã.

 

 

Centro Comercial Colombo?????? Agora só daqui a 10 anos.

 



publicado por Estupefacta às 22:20 | link do post

De orfã_de_pais_vivos a 26 de Março de 2008 às 10:00
Olá! Vim aqui parar ao Blog por um Feliz acaso porque sinto muitas saudades do amor de sentir o amor de mãe.
Ao ler o seu testemunho ainda me faz acreditar que vale a pena viver neste mundo que se tornou tão feio.
Acredito que o amor entre pais e filhos é o mais verdadeiro e sncero, quando existe! E o vosso é tocou o meu coração!
Não sou mãe! Como costumo dizer sou orfã de pais vivos. No dia 1 de Jan de 2008 foi-me pedido "delicadamente" que abandonasse a casa em que sempre vivi. Sou estudante universitária e faltam-me 3 disciplinas para terminar a minha licenciatura mas, para aqueles que sempre chamei demorei tempo demais a terminar o meu curso e as aparências sempre falaram mais alto. No sábado (antes de Páscoa) ligaram-me para passar lá em casa no domingo de Páscoa. Senti-me tão feliz... mas a felicidade durou pouco! Logo depois disseram-me que se eu fosse, não teriam de enfrentar as perguntas dos amigos e familiares quando estes perguntassem por mim...
Como deve imaginar tou a passar a pior altura da minha vida. Vivo de favor em casa de uma amiga da faculdade e como não consigo arranjar um trabalho fixo, faço trabalhos exporádicos em supermercados e o que vai aparecendo...
Desculpe o desabafo mas às vezes sinto-me tão injustiçada e outras sinto que eles têm razão. Desculpe!
Beijinho


De Pobre(o)Tanas a 2 de Abril de 2008 às 19:02

Não pude deixar passar em branco este comentário que, para mim, é um chamamento para mostrar uma dor horrível: a de ser indesejado pela própria família. Sei o que está a sentir porque também eu saí de casa a janeiro deste ano com 20 anos (já tinha saído no verão de 2005 quando tinha os meus 17 mas voltei porque despediram-me do trabalhito de ferias que tinha e o meu ex namorado começou a empurrar-me da casa dele). Vivi desde o inicio deste ano em casa de uma amiga durante um mês, também eu trabalhei num supermercado enquanto não tinha aulas na faculdade. Acabo de desistir do curso quando me faltava 1 ano para acabar a licenciatura. Porque já não aguentava a dor de todos os meses me mostrarem num papel o quanto eu custava no orçamento famíliar. Então decidi mandar tudo às favas e correr pela minha vida. Erguer-me para o mundo. Posso não ter um canudo na mão, posso passar o dia a tirar fotocópias a pessoas com DR atrás do nome e posso ir todos os dias 5 minutos à wc do escritório chorar um pouco mas estou cá. Tentei suicidio mas chego à conclusão que ninguém, nenhum filho da mãe (peço desculpa foi um desabafo) tem o direito de estragar a benção que é a minha vida para mim.
Só tenho a transmitir-lhe uma força para que mais um dia possa sobreviver à dor de sair do ninho. Porque acredite, não está sozinha. Bem haja!


De Estupefacta a 4 de Abril de 2008 às 21:44
Li, reli, voltei a ler o comentário e, de facto, só posso chegar a uma conclusão: há pessoas que são umas verdadeiras lutadoras e que merecem tudo o que de melhor a vida tem. As duas merecem isso.
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Li, reli, voltei a ler o comentário e, de facto, só posso chegar a uma conclusão: há pessoas que são umas verdadeiras lutadoras e que merecem tudo o que de melhor a vida tem. As duas merecem isso. <BR class=incorrect name="incorrect" <a>Demosntras</A> uma coragem e uma força de vencer extraordinárias, ao mesmo tempo que revelas uma maturidade impressionável. <BR>Obrigada pelo teu testemunho, pela tua força, pela tua coragem. Não importa ser Dr.... importa ser a pessoas magnífica que demonstras . <BR>Beijinho grande


De Pobre(o)Tanas a 4 de Abril de 2008 às 22:25

Se não lutarmos por nós, "cá fora comem-nos vivos". Apesar de hoje ter ido um bocado abaixo por um erro cometido no trabalho lá consegui levantar o astral. Mas como já passámos tanto, um simples erro numa coisa básica é o fim do mundo porque aprendemos a andar em pézinhos de lã para que passemos despercebidos para que não vejam que estamos fracos e se aproveitem. Só espero que a "orfã de pais" consiga tudo de bom para a vida dela e não seja uma orfã da vida como cheguei a ser, escrava de uma existência fantasma e de coisas nocivas para a minha vida. É nestas alturas que devemos manter a cabeça fria para não abusarem de nós, para não cairmos em armadilhas que podem ter consequências para o resto da vida. Hoje pago uma factura cara por deslizes proibidos na sociedade mas que são feitos sob o testemunho dos becos onde no sentamos a consumir o "pão que o diabo amassou". Felizmente olhei para mim a tempo...

Estupefacta resguarda a tua filha o mais que puderes. A vida de nós, jovens de agora, está horrível. Tenho uma sobrinha de 11 anos e tenho medo por ela. Se no meu tempo são as drogas e o sexo desenfreado cada vez mais cedo, não sei como será daqui a uns 5, 6 ou 7 anos. Estamos a declinar cada vez mais para um abismo.
As pessoas da minha idade fazem-me sentir uma velhota de 60 anos mas acho que chegou de seguir as ovelhas e olhar para o lado produtivo da vida.
Por isso pego no que mais gosto de fazer, escrever, e se algo não está bem, desabafo escrevendo nem que seja para o ar mas desabafo.

"Orfã" se me estás a ler faz o mesmo, pelo menos ajuda a libertar e podes ter sempre uma palavrinha de apoio. Não é por acaso que nos tornámos uma "aldeia global", apesar de mais afastados fisicamente pelo menos ainda o podemos fazer, psicologicamente, com um computador e internet à frente. E se por acaso seguires a minha ideia não hesites a mostrar-nos que estás presente. Cá estaremos:)

Bem peço desculpa pelo longo post, Estupefacta. Beijinhos para ti e para a tua filhota!


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