Quinta-feira, 31 de Maio de 2007

Não, não é.

Tenho como únicos exemplos de vida a seguir àquela que foi a vida dos meus pais, e aquela que foi a vida do Meu Deus.

Às vezes dou por mim a pensar por que é que me «meti» nisto dos blogues e que legitimidade tenho eu de escrever e de «dar lições de vida»?

Se calhar nenhuma, reconheço.

Agora e como vivemos em democracia (será?), sou livre de escrever o que penso, o que me vai na alma.  Não tenho pretensões em ser a «sabe tudo», nem tão-pouco em ser conselheira, fada, madrinha, ou seja lá o que for.

Mas... Há sempre um mas, gosto de falar do dia-a-dia (não de contar o que se passa em minha casa, no meu trabalho), mas gosto de falar no que sinto em relação ao meu dia-a-dia e tudo o que me diz respeito.

Interesso-me pelas pessoas, são um bem precioso. Não pretendo ser a Madre Teresa de Calcutá Júnior. Custa-me ler o desespero (que muitas vezes também sinto) das pessoas e ficar de braços cruzados. O que posso fazer? Muito pouco (estou certa) em relação às grandes dificuldades que vejo e que sinto quando faço a minha ronda habitual pelos blogues.

Mutio mais que mostrar «sensualidades» que por certo nunca as vivemos, prefiro mostrar «vivências» que nos podem fazer prosseguir.

Estou ligada ao passado (por questões profissionais), mas na minha vida diária vivo o presente e projecto o futuro. Claro que o passado também está presente, mas só para «me ensinar» a traçar o projecto que quero para o meu amanhã. Não fico agarrada a ele, porque se estiver a olhar para trás, corro o risco de não ver a pedra que está no meu caminho, ou a porta que se está a abrir na minha vida.

O próprio Jesus ensina-nos isso: «Se alguém está em Cristo, nova criatura é. As coisas velhas já passaram, tudo se fez de novo».

Que benefício tenho em me sentar, agarrar-me às mágoas, à dor que vivi no passado?!! NENHUM. Que benefício terei se ficar a dizer constantemente «SE a minha vida voltasse para trás, SE isto ou aquilo...»? NENHUM.

Sofrimento? Como sei o que isso é. Viver presa a ele? Nem pensar, já me bastam os quilos do meu esqueleto e da minha massa adiposa. Não quero carregar com mais nenhum fardo.

Um bom dia, cheio de paz e de amor.


sinto-me
música Se Cá Nevasse, Fazia-se Cá Sky

publicado por Estupefacta às 09:07 | link do post | comentar

2 comentários:
De aspalavrasnuncatedirei a 31 de Maio de 2007 às 12:44
Antigamente eu era exactamente assim... algo me fez «descarrilar» e agora tento voltar ao carris da vida... mas não é fácil.

Só quando algo de muito intenso nos acontece e agita todas as nossas estruturas é que temos a oportunidade de conhecer quem realmente somos.

E eu, estou a aprender a conhecer-me e, como dizem os Polo Norte "Estou a Aprender a Ser Feliz".


De Estupefacta a 31 de Maio de 2007 às 18:37
Olá amiga
Desculpa não ter agradecido a tua passagem por este meu espaço de forma atempada, mas estou triste.
Pois é, só damos importância a determinadas coisas, quando passamos por vivências que nos deixam marcas irreversíveis.
Vais ser feliz, tenho essa convicção.
Um beijinho


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