Quinta-feira, 18 de Outubro de 2007

 

 

 

Quando sinto que tenho uma pedra no sapato, paro, descalço-me e retiro a pedra. Simples.

 

Não consigo andar com uma coisa que me está a incomodar e, ainda por cima, no local que suporta o meu corpo e que me poderá impedir de andar, ou fazer andar com sofrimento.

 

É o que todos nós fazemos, não é?

 

Depois de retirada a pedra, esqueço que ela lá esteve e nem sequer me dou ao trabalho de pensar em como é que ela foi parar lá....

Já não me impede de caminhar, já não me causa dor, já não me incomoda.

 

A História não se faz de «ses»... mas imaginando que não a tiraria... aí sim: causar-me-ia dor, incómodo, dificultaria a minha caminhada e, com toda a certeza, iria falar dela insistentemente.

E se no outro dia fosse calçar o mesmo sapato? Nessa altura (em privado e consciente do que me causou no dia anterior) não sacudiria a tal pedra? Ir-me-ia sujeitar a que a pedra me causasse mal estar de novo? NÃO!

Mal estar, dor, sofrimento por causas que me são externas? NÃO, OBRIGADA.

 

 

 

 

 


sinto-me Sem pedra no sapato

publicado por Estupefacta às 09:43 | link do post | comentar

16 comentários:
De Carlos Faria a 18 de Outubro de 2007 às 10:10
Há histórias que não poderemos esquecer como uma simples pedra.
Talvez porque tenhamos magoado alguém.


De Estupefacta a 18 de Outubro de 2007 às 11:58
Olá Carlos

As histórias não se esquecem como se fossem pedras . Não foi isso que quis dizer.
No entanto, se o magoei peço-lhe desculpa.
Um abraço


De Lua de Sol a 18 de Outubro de 2007 às 12:52
Amiga, esta história da pedra no sapato é certamente uma bela metáfora relativamente a algo que me ultrapassa. Mas uma coisa sei: todos nós temos as nossas dores, dores que não conseguimos com facilidade tratar, e quando temos dores provocadas por causas exteriores ou tomamos dores alheias, se nos são insuportáveis, dessas podemos livrar-nos. Porque não?! A vida de cada um já é demasiado pesada para não precisarmos de adicionar peso extra aos sapatos...

Espero que te console

Beijinhos


De Estupefacta a 18 de Outubro de 2007 às 18:40
Trata-se de uma metáfora sim, e também em relação a algo me ultrapassa. E como dizes, amiga, já carregamos diariamente com o peso mais que suficiente. Tenho por hábito dizer que a minha vida já me chega, por isso, removo as pedras que possam entrar.
Um grande beijinho


De daplanicie a 18 de Outubro de 2007 às 12:57
Ui ui amiga há com cada pedra no sapato que até parecem pedregulhos...Assim a forma de nos livrarmos delas fosse tão simples como descalçar um sapato!!
Beijinhos e que consigas sacudir todas as pedras que te dificultam o andar e te causam sofrimento.


De Estupefacta a 18 de Outubro de 2007 às 18:43
Sabes amiga, as pedras que me dificultam o andar são só isso... pedras. De momento até poderão causar algum sofrimento, mas não vou continuar com elas no meu sapato. Já bastam os pedregulhos que temos de ultrapassar no nosso percurso.
Um beijinho amigo


De Raquel a 18 de Outubro de 2007 às 13:04
ola amiga, tens um presente para ti no meu blog, beijinhos


De Estupefacta a 18 de Outubro de 2007 às 18:44
Ola Raquel
Obrigada, passarei ainda hoje para aceitar o desafio.
Um beijinho


De kyara a 18 de Outubro de 2007 às 13:27
ha uma frase que eu gosto especialmente...

"mais vale ficar vermelho uma vez do que amarelo a vida toda"

eu disparo logo as pedras do sapato.porque caso contrario ate depois de tirar o sapato,fco com a pedra a incomodar!

beijinho


De Estupefacta a 18 de Outubro de 2007 às 18:48
Olá Kyara

De facto tenho andado amarela com as atrocidades que se fazem e dizem.
Mas vai passar. As pedras vão sair porque já as sacudi e continuarei a sacudi-las as vezes necessárias.
Obrigada amiga e um grande beijinho


De drink a 18 de Outubro de 2007 às 13:51
Hum.. Serão os pés que suportam o corpo o coração?
Será a pedra, os entraves da vida?
E o sapato? Será a mascara que colocamos para parecer que está tudo bem?

Ou isto será o meu outro lado a querer interpretar mais do que é?


Sempre sem a pedra no sapato. (:

Bjinho grande...


De Estupefacta a 18 de Outubro de 2007 às 18:51
Olá Diana

Pois, não sei. temos várias modos de interpretar. O teu foi curioso. Máscara ou não, não quero ficar com as pedras.
Um grande beijinho


De Pedro de Sousa a 18 de Outubro de 2007 às 18:43
Ola

Bela história... Mas deixou-me a pensar...
Haverá caminhos sem pedras no sapato? escolherias tu uma vida sem possibilidade de teres uma pedra no sapato? sempre monotona e igual?

Podê-lo-ás fazer... mas mesmo na autoestrada da vida... ha sempre um raio de uma pedra que se enfia no sapato...

Beijinhos


De Estupefacta a 18 de Outubro de 2007 às 18:56
Olá Pedro

É uma metáfora, de facto. Não escolheria de todo uma vida monótona, previsível... que tédio. Mas há pedras que podemos e devemos removê-las, outras que podemos contornar e outras que temos de transpor . As mais pequenas podemos remover.
Um beijinho grande


De Migas a 18 de Outubro de 2007 às 23:33
Xiiiii.....
Deva haver alguem que perceba este post como ninguem.
Que pedras entraram no teu sapato eu não sei, mas gosto de te ver decidida a livrares-te delas.
Que nenhuma pedra, por mais pequena que seja, te impeça de percorreres decidida o caminho que escolheste.
E se ela teimar em aparecer... faz o caminho ao pé coxinho!
Beijos


De cintia a 19 de Outubro de 2007 às 17:18
Amiga, penso que são poucos os que não têem pedra no sapato.
Desejo te um maravilhoso fim de semana

Beijinhos cintilantes

cintia


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