Segunda-feira, 24 de Setembro de 2007

 

 

Como o tempo não é muito, resolvi aproveitar a minha hora de almoço para abrir o email e, como gostei do que li, resolvi «copiar» para aqui.

Este texto cujo o autor é José Matias Alves está publicado no Correio da Educação nº 305. Texto simples, mas importante para professores, pais e encarregados de educação.

Dicas para um bom ano lectivo



É sempre redutor querer enunciar telegraficamente as dicas para um bom ano lectivo. Há tantas variáveis internas e externas que o condicionam! E, no entanto, arriscamos o alinhavar de algumas regras quase comuns.

Definir, explicar, justificar as regras do jogo educativo. A pontualidade, a assiduidade, a justificação de faltas, a tipologia de faltas aceitáveis, o não uso do telemóvel ou outro dispositivo de comunicação durante as aulas, as posturas, os comportamentos rotineiros desejáveis, a realização do TPC… são algumas das regras que o Director de Turma (e os demais professores) devem explicitar logo na primeira aula.

Clarificar os critérios de avaliação. Isto é, cada professor deve, logo na primeira aula, referenciar o que é que conta (e como conta) para a avaliação, que pesos vão ter os diversos componentes, que instrumentos vão ser usados.

Fazer a profissão de fé na capacidade de aprendizagem de todos os alunos. Isto é, clarificar as expectativas, afirmar que, de diferentes modos e tempos e com graus variáveis de proficiência, todos serão capazes de aprender. Mas que para isso vai ser necessário querer, persistir, trabalhar.

Enunciar o programa de trabalho, os métodos de estudo recomendáveis, os suportes necessários à aprendizagem, a diversidade de fontes a que poderão recorrer, os princípios básicos da pesquisa e da apresentação de trabalhos. Fazer ver que aprender pode ser uma (a)ventura que não dispensa a preserverança, o método e a vontade. Mostrar que o professor é um amigo exigente e dialogante. Mas que não pactua com a indisciplina, a arrogância, o laxismo e o deixa-andar.

Tudo simples, tudo óbvio. Mas que pode marcar a diferença ao longo do ano lectivo.

 

 


sinto-me Entusiasmada

publicado por Estupefacta às 12:51 | link do post | comentar

4 comentários:
De drink a 24 de Setembro de 2007 às 22:30
Eu como encarregada de educação de mim própria, já estou "farta" de saber estas coisas. Mas a questão é, pratico?
Mais ou menos, confesso, o ponto 1 para mim é o desterro da loiça.

Telemovel nas aulas, nem uso muito o telemóvel , por isso, bem no calão, tasse bem. Mas as faltas, e a justificação das mesmas, ai meu deussss ! Acho que nem comento. As vezes não estou com pachorra para ir às aulas. Há dias assim, em que a vontade para as coisas não é nenhuma (hoje foi assim), e pronto, falto, justificar? Não o faço, não vou inventar só porque me apetece faltar, não invento, os meus colegas fazem eu não, admito não quis ir não fui.

De resto, acho que cumpro tudo +/- na norma.. lol

Bjinho grande para mãe, professora, encarregada de educação e para a sua progenitora


De Estupefacta a 24 de Setembro de 2007 às 22:57
Olá Diana
Pois é, toda a gente tem conhecimento disto e todos os anos achamos que vai ser diferente dos anos anteriores.
És uma jovem com bom senso e honesta. Não aceito qualquer justificação, confesso. A de perdi o autocarro, por exemplo. Paciência, tem de se levantar mais cedo é o que respondo. Afinal, para não «perder o autocarro», o mesmo quer dizer, para não apanhar trânsito (e hoje estava um caos), também me levanto antes das 6 da manhã e deixo a Maria à 7H15 no ATL. Nisso sou um bocadinho (bastante) implacável.
Não é fácil gerir todos estes papéis, mas vou tentando.
Um grande beijinho
Nota: Lê o post que acabei de publicar, também fala de ti.


De drink a 24 de Setembro de 2007 às 23:27
Por norma quando falto sem querer, por necessidade, ou entrego justificação médica, ou do sitio onde estive como prova, ou é das dores menstruais.. que me matam! bem, eu tenho colegas minhas a entregar justificações da menstruação 2 e 3 vezes por mês . enfim..

Por ex. hoje não fiz, e.f ., não me apetecia, não estava com disposição, podia ter dito que me tinha esquecido do equipamento, não disse mesmo que não me apetecia fazer.
Eu acho que temos que ser verdadeiros e não inventar para nos safarmos. No fundo quem inventa safa-se mais mas pronto, sou assim..


De Estupefacta a 24 de Setembro de 2007 às 23:35
Tens razão, temos de ser honestas e coerentes. Acho que optaste pelo certo.
Na verdade, o que inventa «vive melhor», mas no fim a vida resume-se a pequenas invenções que nos levam ao facilitismo e esse não é o caminho certo.
Um grande beijinho da amiga sempre presente


Comentar post

mais sobre mim
Dezembro 2015
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18
19

20
22
23
24
26

27
28
29
30
31


posts recentes

A Pensar em si

Bendito serás

Feminino Singular

Todos devemos ajudar

Ainda há milagres

Podia

Acordo ortográfico

Gostei de ver e ouvir

Intimidade ou higiéne?

É bonito

Sem título

Agitação social

Desde que

Preciso

A Estupefacta sou eu

Não consigo preparar-me

Como uma mulher pode alte...

Excelente ideia e melhor ...

Genes cor de rosa

E assim se tapa o Sol

arquivos
tags

todas as tags

blogs SAPO
subscrever feeds