Quarta-feira, 27 de Junho de 2007

... as letras.

Gosto de escrever, gosto de ler, de ouvir música (embora nem todo o tipo).

Há muito tempo li um livro de Paulo Coelho, Verónica Decide Morrer, que gostei muito.

Lembrei-me dele, porque vi uma frase sua neste último desafio. Confesso que Já li uns 6 livros deste autor, embora pense que a mensagem que queira transmitir está toda na Bíblia, o que considero positivo.

Mas este, Verónica Decide Morrer, marcou-me pela importância que dá à vida, pela luta que se trava quando se está no limiar, pela vontade de viver (quando se julga que o fim está próximo).

Só em situações extremas é que valorizamos quem somos, o que temos, o que não temos, quem amamos, o que fizemos e o que não fizemos...

 

Quanto tempo me resta?- Repetiu Verónica, enquanto a enfermeira dava a injecção.

- Vinte e quatro horas. Talvez menos.                             

Ela baixou os olhos, e mordeu os lábios. Mas manteve o controlo.

- Quero pedir dois favores. 

O primeiro, que me dê um remédio... de modo que eu possa ficar acordada, e aproveitar cada minuto que restar da minha vida. Eu estou com muito sono, mas não quero mais dormir, tenho muito que fazer - coisas que sempre deixei para o futuro, quando pensava que a vida era eterna. Coisas pelas quais perdi o interesse, quando passei a acreditar que a vida não valia a pena.

- Qual o seu segundo pedido?

- Sair daqui, e morrer lá fora. Preciso de subir ao castelo de Lubljana, que sempre esteve ali, e nunca tive a curiosidade de vê-lo de perto... quero andar na neve sem casaco, sentindo o frio externo - eu, que sempre estive bem agasalhada, com medo de apanhar uma constipação.

Enfim, Dr. Igor, eu preciso de apanhar chuva no rosto, sorrir para os homens que me interessam, aceitar todos os cafés para os quais me convidem. 

Tenho que beijar a minha mãe, dizer que a amo, chorar no seu colo - sem vergonha de mostrar os meus sentimentos, porque eles sempre existiram, e eu escondi-os... 

Quero entregar-me a um homem, á cidade, à vida e, finalmente, à morte.

                                      Paulo Coelho, Verónica Decide Morrer 


sinto-me Pensativa
música Há momentos em que na vida pensamos em olhar para trás
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publicado por Estupefacta às 20:00 | link do post | comentar

11 comentários:
De sem_nome a 27 de Junho de 2007 às 21:38
já me tinham aconselhado esse livro, e por acaso fikei curiosa em le-lo mas ainda n tive oportunidade!
bj


De Estupefacta a 28 de Junho de 2007 às 10:55
Olá Sem Nome
Bem Vinda!
É um livro interessante, faz-nos pensar, entre outras coisas, sobre a nossa vida, mundos diferentes, e sobre o valor da vida.
Vais gostar.
Um beijinho


De Dafne a 28 de Junho de 2007 às 02:13
Sem dúvida, estar vivo vale a pena...E valorizar a vida, por mais problemas que se tenha. Beijinhos!


De Estupefacta a 28 de Junho de 2007 às 10:58
Olá Dafne !
É isso mesmo. Os problemas e a dimensão que lhe damos depende de quem os vive. Problemas? Nada que não se resolva, com luta e perseverança .
Um beijinho grande


De flor_incognita a 28 de Junho de 2007 às 08:28
OLá ...eu tambem já li esse livro...esse entre muitos outros, confesso que não foi o que mais gostei...mas claro que tambem gostei deste, mas o meu preferido de paulo coelho é onze minutos...já leste?
Vais ver que vais gostar!
beijos


De Estupefacta a 28 de Junho de 2007 às 11:01
Olá Flor
Já li a resposta ao comentário que deixei. Fiquei mais descansada.
Já li «Onze Minutos», mas confesso que não gostei muito do final. Parecia estar a rever o filem Pretty Woman », mas gostei.
Um beijinho


De Genny a 28 de Junho de 2007 às 09:56
Adoro os livros de Paulo Coelho. Já li esse e também cheguei à mesma conclusão e já li outros deste autor. Neste momento estou a ler "O Alquimista". Este senhor tem uma maneira de escrever que nos cativa do princípio ao fim.
Fica bem


De Estupefacta a 28 de Junho de 2007 às 11:04
Olá Genny
Gostei muito da «cara levada», está muito giro. Parabéns!.
Esse também o li, mas como foi há muito tempo faço confusão. É o que parte em busca do tesouro? Se é gostei muito. Tem lições de vida fantásticas.
Um beijinho grande


De daplanicie a 28 de Junho de 2007 às 17:40
Todos nós se soubéssemos que a nossa hora chegaria em pouco tempo faríamos coisas importantes que assim vamos sucessivamente adiando até que por vezes...já é tarde demais.


De Estupefacta a 28 de Junho de 2007 às 21:03
É isso mesmo amiga
Estamos sempre a adiar e, quando damos conta, é tarde de mais.
Um grande beijinho e obrigada por ser presente


De Pedro de Sousa a 1 de Julho de 2007 às 19:06
Ola

Viver sim, mas viver com qualidade mínima...
Viver com sofrimento não é viver... quantos não há, em cujo olhar se ve a morte a chegar, implorando o alivio das dores, do sofrimento...
E todos nós, olhando desesperados por não haver ajuda possivel, numa impotencia frustrante...

Beijinhos


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