Quinta-feira, 14 de Junho de 2007

Ter dinheiro é diferente do dinheiro nos ter....

 

Parece um trocadilho barato, mas vou tentar explicar o que pretendo dizer.

 

Ter dinheiro é muito bom! Grande verdade...

Ter dinheiro para fazer face às despesas, ao dia-a-dia, para podermos desfrutar de uma vida com qualidade é maravilhoso.

O problema é quando esse dinheiro nos tem. Jesus um dia disse «o AMOR ao dinheiro é a raiz de todo o mal». Grande verdade.

Quando fazemos do dinheiro o «nosso senhor», quando ele comanda as nossas vidas, então temos as prioridades todas trocadas.

De que nos vale ter dinheiro se continuamos a viver como «pedintes», se não o usamos e acabamos por ter uma vida de miséria?!!!

DAR É UM ACTO DE AMOR. E prova disso é que damos tudo pelos nossos filhos (até a nossa vida).

Quando se fala de DAR (e estou a referir-me aos bens materiais, o pensamento que vem é "vai-te embora ao Chico mau"), parece que nos revolvem o mais profundo de nós, as nossas entranhas.

Pensamos só no nosso bem estar, na nossa casa, nos nossos sofás, no nosso carro. Pensamos só no que é NOSSO. Mas será que temos alguma coisa?

Se morrêssemos hoje? Nenhuma agência funerária tem um reboque para levar o que é NOSSO. Eu não conheço nenhuma, alguém conhece?

Deixamos cá tudo. Aquilo que pensamos ser nosso não vai connosco. O que levamos? Aquilo que vivemos, tão-só.

E é o que vivemos e como vivemos que marca a diferença.

Viver só para o nosso umbigo é muito redutor. Deixa-nos sem um anglo de visão, limita o nosso olhar. vivemos curvadas, como se de escravos se tratasse.

Os outros estão à nossa volta e não os conseguimos ver (porque ainda não alcançámos o estágio da "verticalidade").

Não me refiro àqueles que vivem de esquemas, que já se habituaram a viver do «rendimento mínimo», que não lutam e se acomodam à vidinha que levam.

O que mais me preocupa é que esses vão transmitir os mesmos ideais para os filhos. Depois fala-se da teoria da PREDESTINAÇÃO.

Há os outros, aqueles que realmente precisam, que se vêem limitados (por qualquer razão) e que não conseguem sequer «o pão nosso de cada dia». A esses sim, devemos DAR.

Dar por amor ao próximo, por amar o outro como a nós próprios.

DAR custa, eu sei. Mas é dando de nós, do que temos, do que somos que nos faz trilhar o caminho para a felicidade.

Se eu não der, não vou receber. Vou fechar-me na minha concha e nem o Sol vou poder ver.

 

PORQUE DAR É UM ACTO DE AMOR!

 

 


sinto-me
música Põe a tua mão na mão do Meu Senhor da Galileia
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publicado por Estupefacta às 09:12 | link do post | comentar

2 comentários:
De aspalavrasnuncatedirei a 14 de Junho de 2007 às 15:53
Estás muito generosa hoje
Beijocas.


De Estupefacta a 14 de Junho de 2007 às 17:11
Sou. Até sou!
Tenho dias. Mas, às vezes, também sinto que sou (talvez seja o boneco mais parecido com parva).~
Ocorreu-me esta ideia depois de um peditório que fizeram na escola.
Sabes? Quem mais tem.... foi quem menos deu.
Um beijinho


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