Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

 

 

Mais uma vez vou falar da minha direcção de turma.

É uma turma de projecto e, por isso, com mais oportunidades para que possamos desenvolver as tão faladas pedagogias e estratégias diferenciadas.

Tenho a sorte de ter como par pedagógico uma professora jovem, com apenas 5/6 anos de ensino, mas que me tem ajudado muito e tem trazido uma excelente lufada de ar fresco às aulas. Com imensos conhecimentos e com uma garra que só visto, a minha colega e amiga T...., geógrafa, diversifica ao máximo as actividades em sala de aula.

A Alma de Viajante foi um livro trabalhado com os nossos alunos. Cada grupo teve de apresentar os vários capítulos ao resto do grupo turma.

Hoje, Filipe Morato Gomes, autor do livro, esteve na minha sala a falar da sua experiência, da sua paixão pelas viagens, pela escrita e pela fotografia.

De uma sensibilidade e solicitude inexcedíveis, como é apanágio das pessoas ricas de espírito, Filipe Morato Gomes encheu a nossa alma com os seus relatos, com as suas experiências, com as suas «aventuras». Os alunos mostraram-se tão receptivos e interessados que senti orgulho, de novo,  em ser professora.

 

«Foram catorze meses de vida errante, mochila às costas, máquina fotográfica em punho e sentidos despertos. Parti. Vivi. E regressei. Mais paciente, mais humilde. Possuidor de um autoconhecimento nunca antes alcançado e seguro de que o ser humano é, por natureza, em qualquer canto do planeta, bom e generoso. Voltei, enfim, com horizontes alargados, enriquecido com vivências inolvidáveis e com a reconfortante convicção de que, apesar de tudo, pouco conheço do Mundo em que vivemos. »

Filipe Morato Gomes

 

Colaborador do Jornal PÚBLICO na Revista FUGAS, Filipe Morato Gomes delicia-nos com as suas crónicas.

Vale a pena!

 

 

 



publicado por Estupefacta às 21:06 | link do post | comentar
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5 comentários:
De Ritynhaa a 22 de Janeiro de 2009 às 21:24
Estupefacta, acredite que os seus alunos têm muita sorte em a ter com DT (porque preocupa-se com os alunos e tem gosto em criar iniciativas onde eles participem).
A minha DT (é a mesma do ano passado) tem criado muitos problemas. Foi por causa dela que ia chorando no meio da sala de aula (porque da parte dela, na aula antes do teste, ouvi coisas bastante simpáticas como "és uma mentirosa que gostas de aldrabar as coisas" e "por favor Rita, só podes estar a gozar comigo, isso não aconteceu nada como contaste à tua mãe". Tudo isto porque a minha mãe falou na reunião sobre um abaixo assinado que entregámos à DT no 1º Período - e 3 ou 4 pais viram-nos entregar, incluindo a minha nãe - e agora a DT diz que nunca entregámos nada e humilha-nos à frente de toda a turma)

Estupefacta, cada vez a acho mais uma "super mulher", tal como acho isso da Maria.

Um grande grande Beijinho *


De Estupefacta a 22 de Janeiro de 2009 às 22:31
Olá Ritynhaa
Acredita querida que não sou nenhuma super mulher. Tenho muitas falhas como mãe, como professora, como ser humano...) Às vezes entro em angústia por não conseguir resolver uma série de coisas nem por poder dar resposta a outras tantas.
Tenho 16 anos de ensino, comecei aos 24 anos e tenho aprendido muito com os alunos que tenho. Trabalho numa escola onde a maioria dos alunos faz parte dos excluídos sociais, mas que no fundo são iguais nos afectos e na atenção a todos os outros.
Tenho a sorte de ter estes miúdos como alunos. Miúdos que não têm quem lhes pergunte como foi o dia na escola, que veja se de manhã tomam o pequeno almoço.... É um lado difícil, mas aprendi a lidar com ele e com estas situações que ainda hoje me deixam muito inquieta e me fazem sentir muito impotente.
Há coisas que não faço enquanto professora e uma delas é humilhar as pessoas, os alunos. Se tiver que lhes pedir desculpa, peço e em frente de todos, porque não raras vezes cometo injustiças.
Outra coisa que não tenho medo é que falem de mim à direcção, porque o que sou nas aulas sou-o nas reuniões de grupo, nos conselhos de turma e nas reuniões com a direcção. Tenho alunos, agora homens, que me vão mostrar os filhos e isso deixa-me feliz. Saber que conseguiram ter uma vida normal, apesar das contrariedades da vida, deixa-me realizada.
Não ligues à atitude da tua DT. Tenta desvalorizar as reacções dela. Pergunta-lhe educadamente (e sei que sim) se quer falar também com a tua encarregada de educação para que possam esclarecer os mal entendidos. Se a resposta for negativa, a mãe que solicite uma reunião extraordinária onde esteja também presente o representante dos Encarregados de Educação e alguém do conselho executivo, mas tenta sempre referir que o trabalho dela nunca esteve em causa, apenas algumas questões pontuais.
Sabes, só no ano passado é que na escola da Maria souberam que eu também era professora. Nunca o tinha revelado, não sou do género de dizer coisas do tipo «colega, eu também sei isto ou aquilo, faço isto ou aquilo» e revelei porque achava indecente o que a professora de Matemática estava a fazer à Maria (muito parecido com o teu caso). O certo é que a Maria tinha pânico daquelas aulas e foi um período muito complicado.
Há pessoas que estão no ensino (como noutras profissões) apenas por sobrevivência e não por vocação. Tenta não te deixar ir abaixo e aproveitar esta situação para ganhares força e revertê-la a teu favor. VAIS CONSEGUIR!
Um grande beijinho


De Ritynhaa a 22 de Janeiro de 2009 às 22:49
Muito obrigada pelas palavras Estupefacta.

Por vezes penso que também gostaria de trabalhar com a parte "excluída" da sociedade, porque sei que nem tudo o que acontece é mau. Porque gostaria de contribuir com atenção, carinho e dedicação. (acho que é por isso que faço voluntariado).

Passando ao assunto da Directora de Turma...é realmente complicado. A DT diz que se recusa que ponham a dignidade dela em causa e que tem direito a dizer o que se passou realmente. Por outro lado, ela não quer reuniões com alunos e Encarregados de Educação...e a verdade é que o Conselho Executivo também não está com muita vontade de resolver assuntos que tenham a ver com a prof. de Filosofia.

Na verdade, e apesar de ser um pouco mais velha do que a Maria, estou a ficar com pânico de ir àquelas aulas. Porque a DT faz questão de me pôr em causa e a maioria dos meus colegas (excepto 3) concorda com o que ela diz (porque dá-lhes jeito terem notas inflacionadas a Filosofia). Não me sinto bem em estar num lugar em que toda a gente me insulta e não tenho direito a defender-me. Esta semana já tive crises de choro antes de ir para a escola, a minha mãe já falou com a DT e esta continua a dizer que eu e as minhas outras colegas estamos a mentir (apesar de apenas eu ter sido insultada e apesar da minha mãe me ter visto entregar o abaixo assinado)

Beijinho Grande Estupefacta, obrigada pelos conselhos ^^


De acasaamarela a 23 de Janeiro de 2009 às 11:45
Bem, eu ninca tive uma DT assim!
O maximo que faziam era uma aula na rua, e às tantas tinhamos de voltar para dentro, porque ninguém se ouvia!


De blogando-me1 a 23 de Janeiro de 2009 às 18:17


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